Defesa de Bolsonaro pede prorrogação de prisão domiciliar para o ex-presidente; prazo termina nesta quinta
Benefício foi concedido em março e pelo prazo de 90 dias. Na época, o ministro Alexandre de Moraes considerou que o estado de saúde do ex-presidente justificava a medida.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogação da prisão domiciliar para o ex-presidente.
A domiciliar foi concedida por Moraes em março e pelo prazo de 90 dias. O prazo se encerra nesta quinta-feira (25).
Bolsonaro cumpre desde novembro do ano passado a pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido considerado líder de uma organização criminosa que tentou dar um golpe de estado em 2022 para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022.
"Conforme temos sustentado, as condições de saúde do Presidente, que suportaram o deferimento do pedido anterior, têm características permanentes, não tendo se modificado no trimestre em que permaneceu em custódia domiciliar", disse o advogado do ex-presidente.
"O quadro clínico, portanto, permanece demandando acompanhamento especializado e avaliação médica contínua, inexistindo conclusão técnica no sentido de que ténham sido integralmente superados os fatores que justificaram a concessão da prisão domiciliar humanitária".
Restrições
Na prisão domiciliar, Bolsonaro está usando tornozeleira eletrônica e cumpre restrições:
monitoramento presencial da área externa da casa;
vistoria de todos os carros que deixarem o local;
proibição de quaisquer manifestações a um raio de 1 km de distância; e
proibição de celulares, redes sociais e gravação de vídeos ou áudios.
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