Vale sofre derrota na ANM e terá de pagar quase R$ 191 milhões em royalties da Mina de Carajás
Decisão unânime mantém cobrança da CFEM referente às operações de 2016 e 2017; empresa não conseguiu reduzir a base de cálculo dos royalties.

Vale perde recurso e ANM confirma cobrança milionária de royalties da Mina de Carajás
A Agência Nacional de Mineração (ANM) decidiu manter a cobrança de R$ 190,86 milhões da Vale referente à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), conhecida como royalties da mineração. A decisão foi tomada de forma unânime pelos diretores da agência e representa uma importante derrota para a mineradora.
O processo envolve a produção mineral da Mina de Carajás, localizada em Parauapebas, no sudeste do Pará, e diz respeito às operações realizadas entre os anos de 2016 e 2017.
Durante o julgamento, a Vale sustentou que determinadas despesas operacionais, como custos com transporte ferroviário, seguros e alguns tributos, deveriam ser descontadas da base de cálculo da CFEM, reduzindo o valor devido aos cofres públicos.

Entretanto, a diretoria da ANM entendeu que esses custos não podem ser utilizados para diminuir a base de incidência dos royalties, mantendo integralmente a cobrança de quase R$ 191 milhões.
A decisão reforça o entendimento da agência reguladora sobre a forma de cálculo da CFEM e pode servir como referência para outros processos envolvendo o setor mineral.
Importância da CFEM
A Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais é uma contraprestação paga pelas empresas que exploram recursos minerais no país. Os recursos arrecadados são distribuídos entre a União, os estados e os municípios produtores e afetados pela atividade mineral, contribuindo para investimentos em áreas como infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento regional.
No caso de Carajás, um dos maiores complexos de mineração de ferro do mundo, a arrecadação da CFEM representa uma das principais fontes de receita para os municípios mineradores do Pará.
Apesar da decisão administrativa da ANM, a Vale ainda poderá avaliar a adoção de medidas judiciais, conforme prevê a legislação brasileira.

A manutenção da cobrança reforça a fiscalização sobre a arrecadação dos royalties da mineração e evidencia a importância da correta aplicação das regras que disciplinam a exploração dos recursos minerais no país.
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